Bamboo

Dizia-me o Fernando Resende que um dia ainda havia de encomendar um blank de bamboo para fazer uma cana. Inicialmente não me entusiasmei, mas quando vi a cana já com os passadores e experimentei lança-la fiquei rendido, eu e os restantes companheiros de pesca.

Em menos de nada estavam mais quatro blanks da marca Angler’s Roost a caminho, vindos dos Estados Unidos.

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A montagem das canas envolveu algum convívio em que se foram trocando impressões sobre pesca, plumas e afins.

O planeado seria fazermos uma saída em se iríamos todos pescar com a cana de bamboo. Acabou por não se proporcionar e fiz a estreia sozinho num troço de pesca sem morte. Não foi uma grande pescaria mas a experiência foi agradável. A cana lança muito bem e combinada com uma linha de seda faz umas pousadas de grande delicadeza.

Ficam as imagens

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O Início

Já vai longe o mês de Março de 2012 em que decidi experimentar pela primeira vez a pesca à mosca. Apesar de ser uma modalidade que sempre apreciei parecia tudo muito confuso e difícil e acabava sempre por desistir antes de sequer começar.

Aquele kit de pesca à mosca da Decathlon era barato. “Será que vou gostar?” pensava eu, longe de imaginar que ia ficar “cravado”. Mal dei por mim já estava na beira do rio a ensaiar os primeiros lançamentos, e a sensação era boa!

Fui falando em fóruns e navegando na net e encomendei umas moscas. De forma atabalhoada lá fui pescando, por vezes paus, pedras e árvores, muitas árvores…e de vez em quando lá enganava um peixito!

Certo dia encontrei no facebook o anúncio de uma sessão de montagem de moscas, e vi nessa sessão uma oportunidade. Mais importante que as moscas que fiz foram as pessoas que conheci nesse dia, entre outras pessoas, conheci o Paulo Moreira e o Fernando Resende que se viriam a tornar meus companheiros de pesca. Em menos de nada já estava a abertura da época a bater a porta e lá fomos nós para o que se viria a tornar quase “o sítio do costume”, com mais um companheiro, o Marco Santos. Lá fui absorvendo dicas e conhecimentos e passando um bom bocado.

Mais para o fim da manhã veio ter connosco alguém que os meus novos colegas muito esperavam, o Professor Adelino Almeida. Este viria a ser o companheiro com quem partilhei mais saídas para o rio. Já tinha ouvido falar dele nas lojas de pesca, aqui e ali pela “terrinha”, quando dizia às pessoas que andava a aprender a pescar à mosca todos me falavam dele. Grande conhecedor de técnicas e tácticas, rios e trutas, e o melhor de tudo é o facto de ser alguém que gosta de partilhar o seu conhecimento e que, sem desprimor pelos restantes colegas, muito me tem ajudado a evoluir e a pescar melhor. Só tenho a agradecer.

Assim começou a minha jornada na pesca à mosca. Pretendo começar aqui uma espécie de diário para registar as memórias dos bons momentos passados junto ao rio e partilhá-las com quem, como eu, adora a pesca à mosca.

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Um início de época sem trutas para mim!

Já começou a época truteira 2015 e eu ainda sem estreia.

Já fiz duas jornadas de pesca. Na primeira fui acompanhado pelo João Ferreira, um jovem da minha idade que é certamente melhor pescador e montador de plumas que eu. Faz umas imitações de grande perfeição, algumas das pupas de tricóptero dele chegam quase a poder ser consideradas “realistas”. Numa jornada em que pescamos uma grande extensão de rio, devido às eclosões massivas que ia vendo, recusei-me a pescar à ninfa, e esse talvez tenha sido o meu erro.

Vi tricópteros e efémeras em grandes quantidades, mas nada de trutas a comer. Talvez porque as moscas andavam no ar e não na superfície da água.

O João conseguiu uma truta à ninfa, uma pupa de tricóptero. A única captura do dia, talvez devido às baixas temperaturas da água.

Esta saída não foi produtiva em termos de capturas, no entanto, serviu para conhecer o João pois foi a primeira vez que pescamos juntos. Conhecia-mo-nos do fórum “Segredos da Pluma” e já há duas temporadas que andávamos para combinar uma pescaria. Foi desta, e foi muito bem, ficamos a conhecer-nos e o João ficou a conhecer um rio novo. Não me chateou nada o facto de não ter havido trutas.

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Segunda saída. Outro rio…Desta vez acompanhado dos meus grandes amigos Adelino e Fernando. As águas continuavam altas e frias, muito frias. Andei por uns momentos com as mãos na água para fazer uma prospecção das ninfas existentes e fiquei quase congelado. Felizmente fui brindado com uma pedra em que havia uma grande ninfa de march brown e umas quantas de bétidos.

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Iniciei a jornada muito trapalhão, sempre a prender a mosca nas árvores, mas ao fim de um bocado já estava a pescar melhor. Fomos subindo no rio e partilhando os seus recantos da melhor forma possível.

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A certa altura o Fernando trocava de mosca para pescar um recanto e eu para “sacanear” fui lá lançar a minha ninfa. A minha “sacanice” rendeu algumas risadas e o Fernando virou-se para uma “poça” mais acima onde passou o seu Elk Hair Caddis “special”…e foi a sorte dele! A primeira truta da época estava cá fora! Foto da praxe e foi libertada. Eu lanço a minha ninda exactamente para o mesmo sitio e tenho um ataque. Como achei que era uma prisão na rocha cravei mal e após uns segundos perdi aquela que podia ser a minha estreia…”too bad”…continuei, subimos mais um pouco o rio e demos por encerrada a jornada em amena cavaqueira.

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Tenho muito tempo para me desforrar 🙂